domingo, 17 de julho de 2016

Série: Unbreakable Kimmy Schmidt. Primeira temporada.

Unbreakable Kimmy Schmidt é uma série original da Netflix, criada por Tina Fey, lançada em Março de 2015 e conta a história de Kimmy, uma mulher que passou longos 15 anos em cárcere com algumas outras mulheres. Elas foram enganadas por um fanático religioso que dizia ter acontecido o apocalipse e que somente eles tinham continuado vivos, pois estavam escondidos abaixo da superfície. Quando ela e as “amigas” foram encontradas e salvas, o caso repercutiu e elas passaram a ser chamadas de “Mulheres Toupeiras”, porém a jovem Kimmy quer deixar tudo isso para trás e não volta para Indiana, sua cidade natal. Ela fica em Nova York e decide recomeçar.


Sabe quando uma série te conquista com apenas uma imagem? Foi o que aconteceu comigo e Unbreakable Kimmy Schmidt. Claro que eu já tinha visto um ou outro comentário sobre ela, mas nada tinha chamado a atenção até que, ano passado, na CCXP, vi um pôster gigante da série no estande da Netflix com uma imagem da protagonista usando roupas coloridas e dançando na chuva. Achei a imagem linda e fui atrás da série, que se mostrou divertida e agradável, mas um pouco aleatória.

Kimmy Schmidt com seu eterno sorriso e as lindas roupas coloridas.
Kimmy (Ellie Kemper) é uma personagem muito interessante. Em alguns momentos sua ingenuidade – afinal a mulher passou os últimos 15 anos achando que o mundo tinha acabado – é divertida, como quando ela se assusta com a qualidade (ou falta dela) nas músicas atuais ou não faz ideia do que seria uma selfie; porém em determinados momentos age como se tivesse seis anos de idade. Esta inconstância me deixa um pouco incomodada, pois nunca sei como ela vai reagir à algo, como uma adulta normal, como uma adulta redescobrindo o mundo ou como uma criança fazendo travessuras. De resto, adoro suas roupas coloridas e o modo que lida com a Xanthippe (Dylan Gelula), a enteada rebelde de Jacqueline, a chefe de Kimmy.

Titus desfilando por aí com sua camiseta icônica...hahaha
Titus (Titus Burgess) é com quem Kimmy divide a casa. Logo ao chegar em Nova York ela não tinha onde ficar e, depois de muitas desventuras, só conseguiria pagar o aluguel daquela casa, que dividiria com Titus. E este é um personagem que não decepciona. Excelente ator/cantor ainda não descoberto, Titus arrasa em todas as suas aparições e sempre consegue ser engraçado. Também usa roupas coloridas, não se importa em chamar atenção e todo dia tenta arrumar um jeito de se lançar no mundo dos famosos. Ele é um ótimo amigo para Kimmy e o ponto alto da série - principalmente na cena do funeral, que é impagável.

Lillian e sua carinha de quem vai aprontar em breve.
Lillian (Carol Kane) é a proprietária da casa onde Kimmy e Titus moram e é outra pessoa que te faz dar risada em diversos momentos. Não sabemos muito sobre o passado dela – somente um ou outro detalhe arrasador que ela deixa escapar de vez em quando – e este mistério é muito bom. Quase sempre ela está bêbada – ou bebendo –, fugindo da polícia ou tentando um novo relacionamento complicado. Geralmente suas participações são rápidas, porém importantes e engraçadas.

Jacqueline em seu momento madame.
Jacqueline Voorhes (Jane Krakowski) é a chefe de Kimmy. Casada com um homem muito rico, Jacqueline passa os dias na academia, passeando e tentando chamar mais a atenção do marido. Tem um filho birrento e uma enteada rebelde, mas lida com tudo de forma bem aleatória e, depois de contratar Kimmy como babá para as crianças, acabam virando grandes amigas e, juntas, se metem nas maiores confusões. Em alguns momentos Jacqueline é meio incoerente, porém quase sempre tem ótimas aparições e eu adoro a amizade que existe entre ela e Kimmy.

Kimmy comemorando mais uma pequena vitória em sua nova vida.
Apresentado os personagens principais, posso falar sobre o enredo, né? Os episódios são de 20/25 minutos e geralmente começam e terminam o assunto, mas seguem uma ordem cronológica que mostra a evolução de Kimmy e como ela vai se adequando ao mundo real depois de tanto tempo longe. Gostei bastante da maioria dos episódios e consegui me envolver com todos os personagens ao ponto de querer, de todas as formas, um final feliz para todos – até mesmo quando Kimmy se viu em um triângulo amoroso, eu queria que todos terminassem bem, sem corações partidos.

Kimmy descobrindo a selfie. Adoro a amizade dessas duas. <3
Lembram que, lá no começo do texto, eu disse que a série era legal, porém meio aleatória? Pois é, o motivo disso é que diversos personagens são realmente personagens, não parecem pessoas reais e sim fantoches. O padrasto de Kimmy é um idiota, uma das meninas que estava presa com parece ter o cérebro do tamanho de uma ervilha, outra “Mulher toupeira” é uma pessoa extremamente mimada, o tal fanático religioso que sequestrou as mulheres é um palhaço e, nos episódios finais, é impossível não ficar irritada com tanta imbecilidade junta: conseguiram um mix de personagens toscos, rasos e incoerentes em único cenário.

Sim, Kimmy está mesmo usando uma banana como celular.
Excetuando o quanto a produção forçou ao criar personagens tão simplórios, o resto vale a pena. A trilha sonora é adorável, o figurino é divino, o enredo é bom e o desfecho foi perfeito para três personagens em específico. Também deixou bastante pontas soltas para a segunda temporada (já disponível na Netflix) e um gostinho de quero mais. Recomendo a série. Se você ignorar as palhaçadas em excesso, com certeza vai dar boas risadas. Só não espere grandes reflexões ou cenas intensas; esta é uma série para passar o tempo.

Notas por episódio:
Episódio 1: 6,5.                         Episódio 2: 6,5.                    Episódio 3: 7,5.                 Episódio 4: 4,5.
Episódio 5: 9,0 favorito.           Episódio 6: 8,0.                    Episódio 7: 7,5.                 Episódio 8: 7,5.
Episódio 9: 8,5.                       Episódio 10: 8,5.                  Episódio 11: 4,5.               Episódio 12: 2,5.
Episódio 13: 2,0.

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